De onde veio isso?

Professor Jander Brunn Hubner

Para ler ouvindo Samba do Approach – Zeca Baleiro

Você já deve ter reparado que algumas palavras do nosso idioma foram importadas de outras línguas, certo? De fato, o português recebe influências do inglês, italiano, francês e várias outras, num fenômeno chamado de estrangeirismo. Hoje veremos algumas palavras que nós emprestamos do inglês:

Lanche – o termo vem de lunch. Mas não se confunda: em algum lugar no processo de adaptação, a palavra perdeu seu significado original. Para nós significa uma refeição rápida, merenda, comidinha do fim de tarde; já para os americanos e britânicos, significa almoço.

Bife – e se já é hora do lunch, muitos britânicos gostam de beef na refeição. A palavra significa “carne de vaca”, e também foi importada por eles (do francês boeuf). Novamente, tome cuidado ao traduzir para português: para nós, bife é a carne já cortada e praticamente pronta pra servir, e se você estiver em um restaurante americano/inglês, deve pedir um steak, pois beef é um nome mais geral dado à carne de boi.

Sanduíche – e se você não gosta muito de beef e nem de bife, faça logo um sanduíche! Mas antes fique sabendo que a palavra vem de sandwich. E sim, as duas tem o mesmo significado.

X-Burguer – mas se você prefere algo mais suculento como um X-Buguer, X-Tudo ou X-Qualquer-Coisa, saiba que o “X” é uma adaptação curiosa de cheese, que significa “queijo”. Assim, os americanos vão ao Mcdonalds e pedem um cheeseburguer. Quer algo ainda mais curioso? Sabe quando você vê nos filmes alguém que vai fotografar uma pessoa e pede pra que ela “diga X”? Pois é, no original em inglês essa pessoa pede “say cheese!” (“diga queijo!”).

Futebol (e outros esportes) – e pra não dizer que falamos apenas de comida, e aproveitando o clima de Copa do Mundo, vamos aos esportes! Não se esqueçam de que o futebol foi inventado e trazido pro Brasil pelos ingleses, e por lá ele se chama Football (ou Soccer, nos Estados Unidos, mas isto fica pra outra postagem ;-). Foot significa pé, e ball, bola; ou seja: “bola no pé”. Outros esportes seguem a mesma lógica : Basketball (bola na cesta), Baseball (bola na base), Handball (bola na mão), mas foram aportuguesados como Basquetebol, Beisebol e Handebol (ou ainda, Andebol).

No one

No One

 

Professor Fellippe Heitor

Usando as palavras NO, EVERY, ANY e SOME podemos formar todas as palavras abaixo:

  • No one, everyone, anyone, someone = Ninguém, todo mundo, alguém/qualquer um/ninguém, alguém
  • Nobody, everybody, anybody, somebody = Ninguém, todo mundo, alguém/qualquer um/ninguém, alguém
  • Nothing, everything, anything, something = Nada, tudo, algo/qualquer coisa/nada, algo
  • Nowhere, everywhere, anywhere, somewhere = Lugar nenhum, todo lugar, algum lugar/qualquer lugar/lugar nenhum, algum lugar

Parece confuso, mas com a prática você se acostuma a utilizá-los nas frases corretas. Todas são muito comuns na língua inglesa e aparecem em várias músicas. Hoje escolhemos “No One” da cantora americana Alicia Keys para poder praticar, pois ela contém vários exemplos dessas palavras.

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Happy!

Happy, de Pharrell Williams

 

Exatamente hoje a música Happy do cantor e produtor americano Pharrell Williams completa 5 meses de lançamento. Se você ainda não conhece o site que foi lançado para promover a canção, acesse http://24hoursofhappy.com/, que contém 24 horas de vídeo de pessoas, entre anônimos e famosos,  dançando e cantando a música contagiante.

O clipe oficial dura bem menos que isso, claro! Veja abaixo:

Tema do filme Meu malvado favorito 2, a música só foi lançada em um album próprio do cantor no último dia 3 de março, mas já toca em todos os lugares desde o lançamento, tendo chegado ao primeiro lugar das paradas de sucessos de vários países.

Pra poder praticar seu inglês, assista ao vídeo abaixo e cante junto!

Uma ave de muitas nacionalidades

turkey

 Professor Jander Brunn Hubner

A ave favorita nas nossas ceias de Natal tem nomes de países, tanto em inglês quanto em português. O peru tem origem mexicana, mas é conhecido no mundo por outras nacionalidades. As explicações pra tal fenômeno são muito curiosas. Confira:

Peru, em português

Reza a lenda que quando os espanhóis levaram o bicho da América Central pra Europa, os vizinhos portugueses começaram a chamá-lo de “galinha do Peru”. Afinal, naquela época, tudo o que vinha do desconhecido continente americano era “do Peru”;

Turkey, em inglês

Os mercadores do Mediterrâneo Oriental foram os responsáveis por apresentar a ave à ilha da Inglaterra. Para os ingleses, tudo que se referia à região do Levante Mediterrâneo era “turco”. Daí, ele passou a ser chamado de “Turkey cock” (“Galo da Turquia”);

Dinde, em francês

Em francês, o bicho é chamado de dinde, uma abreviação de “coq d’Inde” (“galo da Índia”). A explicação pode residir no fato de sempre ter havido uma confusão entre as Índias Ocidentais (América) e Orientais (Índia e região). Isso também explica o nome do bicho em alemão: “Calecutisher Hahn”, ou “Galo de Calcutá”.

Mas não importa o nome, o fato que é nas épocas festivas, o peru/turkey/dinde tem destino certo: a mesa!

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So you wanna play with magic?

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Para ler ouvindo: Dark Horse – Katy Perry feat. Juicy J

O título deste post quer dizer “Então você quer brincar com mágica?”, e foi retirado do refrão da música Dark Horse, de Katy Perry. Pra nós que estudamos inglês, além do significado da frase temos dois detalhes importantes para observar:

  • A frase é uma pergunta, mas não possui a estrutura normal de pergunta. Pra perguntar “Você quer brincar com mágica?” teríamos que escrever:
    So do you wanna play with magic?

    Percebem o DO que estava faltando? Ele é necessário para montar uma pergunta em inglês com a maioria dos verbos. Mas quando em uma música ou quando no dia-a-dia um falante omite o DO, a pergunta continua sendo entendida como pergunta, principalmente pela intonação e pelo contexto.

  • O segundo detalhe é na palavra WANNA. Eu disse que a tradução é “Você QUER brincar com mágica?”. Se você procurar o verbo QUERER no dicionário encontrará WANT. O que aconteceu na música é o que normalmente acontece na hora de pronunciar as palavras WANT TO juntas, de forma rápida. A frase seria:
    So do you want to play with
    magic?

    Mas as palavras WANT TO pronunciadas rapidamente soam como WANNA, e por isso quando lemos a letra de uma música temos na escrita exatamente o que o artista disse quando cantou aquela parte.

Abraços e até a próxima dica!

Lucky

Colbie Caillat e Jason Mraz

Para ler ouvindo: Lucky – Jason Mraz feat. Colbie Caillat

Lucky, traduzida fora de contexto, quer dizer sortudo, com sorte. Porém existem várias expressões da língua inglesa que empregam a palavra lucky e dão a ela usos diferentes.

  • Lucky you! = Sorte sua!
  • Lucky me! = Sorte minha!
  • You’ll be lucky. = Usado para dizer que algo é improvável de acontecer e que a pessoa poderá se considerar com sorte caso aconteça.
  • Consider yourself lucky = Fique feliz (por algo), por exemplo:
    Consider yourself luck you weren’t in that car accident. = Fique feliz por não ter estado naquele acidente de carro.

Fonte: http://www.macmillandictionary.com/dictionary/american/lucky

Em qualquer lugar do mundo…

Em 2010, em parceria com André Leal, a American House lançou a campanha “Eu Sou American House”. A idéia era dar um rosto local à divulgação da escola, e acabamos dando dezenas de rostos locais ao projeto, contando com a participação de quase todos os alunos à época. As peças da campanha incluíam um cartaz que foi divulgado em Espera Feliz e nas cidades vizinhas, além da reformulação do site da American House e um filme de 30 segundos, que teve sua estréia nos telões da ExpoFeliz daquele ano.

No video, os alunos da escola apareciam na frente de um fundo branco, e diziam frases que sintetizam a proposta da escola. “Eu me sinto em casa!”, “eu sou divertido”, “Eu sou dinâmica”, entre outras, terminando com a fixação de nossa identidade, com “Eu sou Espera Feliz” e finalmente “Eu Sou American House”.

A visibilidade do projeto foi um sucesso, e nossa aluna Julia Gava passou a ser o rosto da escola nas peças impressas em outros veículos de divulgação, como jornais e revistas.

Um ano e meio depois, no inicio de 2012,  nossa ex-aluna Marilia Beneli estava vivendo e trabalhando nos Estados Unidos. Em uma de nossas conversas através do Facebook, brinquei com ela pedindo para que ela, quando estivesse em algum lugar famoso em seus passeios, fizesse a pose da casinha da American House (como as crianças fazem no início do vídeo de 2010) e mandasse a foto para colocarmos em nosso mural. Seria como um cartão postal personalizado.

Mas ela foi além! Além de fazer o característico gesto com as mãos, ela escreveu American House na neve, e desenhou, ela própria, a logomarca da escola, para mostrar pra câmera. Lá estava nossa escola, representada por Marilia, em frente à Casa Branca!  Também numa movimentada avenida de Nova York! Foi emocionante ver as fotos, à medida em que as íamos recebendo. Uma demonstração de carinho com a nossa escola que só pôde existir porque com certeza deixamos uma lembrança positiva.

E então voltamos à mesa de planejamento para desenvolver o próximo passo na divulgação da American House. A campanha tinha nascido naturalmente, e estava praticamente pronta! Os créditos de criação vão também para Marilia pelas fotos e para André, que teve a idéia da frase pelo menos seis meses antes das fotos existirem!

Sabe aqueles momentos em que todo o Universo conspira?

E assim nasceu a campanha “Em Qualquer Lugar do Mundo, Eu Sou American House!”. E daí fomos atrás de outros ex-alunos da nossa escola que estudaram com a gente e depois foram para o exterior, brilhar lá fora. 

Contamos com a participação de Diego Donádio, que além de ter aprendido inglês conosco já foi professor na American House, e passou o ano de 2011 morando e trabalhando na Inglaterra. Karime Pelegrine se formou na American House em 2007 e estendeu seus estudos nos Estados Unidos em 2012. Glauber Heitor, que é formado em Letras pela Universidade de Viçosa, começou seus estudos conosco e passou o ano de 2010 estudando também nos Estados Unidos, como parte de sua formação universitária. Netinho Euro morou por vários anos no Japão e também se tornou professor, tendo adquirido sua primeira língua estrangeira estudando na American House. Anna Paula Cosenza se formou em inglês e estudou italiano na American House. Passou uma temporada viajando pela Europa, e brilhou por lá!

Orgulhos para nós. Representantes da American House pelo mundo.

Agradeço a participação de todos nessa campanha, agradeço a todos os que nos apóiam. Agradeço aos nossos atuais alunos, pela confiança em nosso trabalho, fruto de quase 12 anos de experiência no ensino de línguas estrangeiras. Agradecemos aos nossos ex-alunos por fazerem parte dessa história.

Em qualquer lugar do mundo, eu sou American House.

International Talks 4: Turquia

Conversamos com Aylin Songör, estudante de intercâmbio vinda da Turquia, participante de um programa do Rotary Club. A noite foi descontraída e muito interessante. Aprendemos sobre as diferenças culturais entre Brasil e Turquia e sobre as semelhanças também! Quem diria que o nosso arroz com feijão também é popular por lá? E quem diria que Aylin já saberia cantar sertanejo universitário?

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